A poderosa (e deliciosa) pitaya entra nos menus

publicação feita por Fernanda Lopes em http://blogs.atribuna.com.br

Por fora, pode até assustar. Afinal, parece um cacto vermelho. Parece não, é a fruta do chamado cacto sianinha. Falo da pitaya, conhecida também como fruta-do-dragão. Mas, se do lado externo, ela pode causar estranheza, quando aberta exibe um interior vistoso, belo, doce e suculento. E esse conjunto de predicados tem feito a pitaya virar a queridinha de vários chefs.
Em Santos, a fruta é a estrela de saladas e sobremesas de vários restaurantes. E não é para menos, além de bonita e deliciosa, a polpa da fruta é ainda saudável. A nutricionista Tatiana Branco explica que ela é rica em vitaminas A e C e tem grande poder laxativo, devido às sementes aderidas na polpa.
Além disso, integra várias dietas de emagrecimento por conta da sua ação termogênica, ou seja, acelera o metabolismo.
“O mais incrível dessa fruta é que ela contém boas doses de FOS – frutooligossacarídeos, que são benéficos para a função do intestino”, diz Tatiana. Isso sem falar que suas sementes contêm 50% de ácidos graxos essenciais (ômegas 3 e 6). “As de polpa vermelha tem ainda antocianina – antioxidante que afasta problemas cardíacos”. Para os que estão de dieta, ela tem 50 calorias por cada 100g.
Planta rústica vinda da Colômbia, se adaptou no Brasil. O Estado de São Paulo é o maior produtor, mas Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm também cultivado a fruta.
Há três tipos: Hylocereus polyrhizus (branca por dentro com pele rosa); Hylocereus megalanthus (vermelha por dentro com pele rosa); Selenicereus undatus (branca por dentro com pele amarela).

PODEROSA
Tão gostosa quanto uma sobremesa, a fruta é rica em Vitamina C, cálcio e ferro, ajuda a eliminar toxinas do organismo, reduzir os níveis de colesterol ruim, auxiliar na digestão e transformar açúcares e gorduras em energia.
Como comprar
O peso médio de uma fruta varia de 50g a 300g. Na hora da compra, fique atento à
coloração viva da casca. Para conservá-las, mantenha-nas com casca, que elas duram até duas semanas. Mas, se abri-las, consuma-as rapidamente.
Ela ainda tem um preço alto. Cada fruta custa cerca de R$ 8, mas isso tende a mudar com o aumento da produção nacional e do uso cada vez mais disseminado.

 

Fonte: A Tribuna

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